
Noticias
“A violência na escola também é nossa responsabilidade”.
Martes 29 Noviembre 2011 - 22:21Read in English...
Leer en castellano...
Foi realizada em Brasília, Distrito Federal, uma Oficina de Capacitação do Manual “Aprender a Viver Juntos” do Programa de Educação Ética, com o tema “A violência na escola também é nossa responsabilidade”. O Centro Cultural de Brasília - CCB - foi palco de muitas reflexões e aprendizagens entre os dias 11 e 15 de novembro de 2011.
Leer en castellano...
Foi realizada em Brasília, Distrito Federal, uma Oficina de Capacitação do Manual “Aprender a Viver Juntos” do Programa de Educação Ética, com o tema “A violência na escola também é nossa responsabilidade”. O Centro Cultural de Brasília - CCB - foi palco de muitas reflexões e aprendizagens entre os dias 11 e 15 de novembro de 2011.
O evento contou com a presença de 35 participantes. Instituições de diversas tradições religiosas foram representadas, tais como: Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília, Espiritismo, Pastoral da Criança – CNBB, Pastoral da Juventude, Pastoral das Artes, Projeto Alternativas à Violência (PAV), Instituto Afro-nzinga, Colégio Santa Inês, Rede de Orantes pela Paz, Associação das famílias para Unificação e Paz Mundial, Casa do pai Chico (Instituição Candomblecista), Organização Internacional Nova Acrópole, Reciclo – Cooperativa de Material Reciclável, Conselho Distrital e Proteção e Defesa dos Direitos Humanos – CDPDDH. A presença de diferentes expressões religiosas proporcionou um diálogo inter-religioso fundamental na discussão do tema “violência na escola”.Participaram representantes das seguintes comunidades de fé: Católica, Luterana, várias denominações Evangélicas, Metodista, Igreja da Unificação, Espiritista, Afro-Candomblé, Judaica e Budista Tibetano. Com tamanha diversidade foi possível uma aprendizagem intereligiosa em diversos momentos: nas orações de cada dia, na celebração inter-religiosa final e no espaço dedicado ao diálogo inter-religioso, que permitiu conhecer as práticas, crenças e espiritualidade das comunidades religiosas representadas. Para a realização da oficina, foram providenciados os materiais necessários e a programação planejada para os quatro dias foi executada na sua quase totalidade.

Foi trabalhada a proposta conceitual e metodológica do manual “Aprender a Viver Juntos” com os dois módulos “Compreensão de si mesmo e dos outros” e “Transformar o mundo juntos”, por meio de dinâmicas, discussões em grupo, debates em plenária, dentre outras atividades propostas pelo manual. Dessa forma, os participantes não só puderam conhecer a sua metodologia bem como também vivenciaram e experimentaram as possibilidades de ensino-aprendizagem que o manual oferece.
Esteve presente também uma Oficial de Projetos da Representação da UNESCO no Brasil, Alessandra, que explanou acerca do programa “Escola Aberta”. Por meio do diálogo com os participantes foi possível identificar as possibilidades de utilização do manual “Aprender a Viver Juntos” em comunidades com população de baixa renda.
No debate entre as instituições, foi possível compreender as diversas formas de aplicação do manual e dos princípios/conceitos da GNRC no contexto de cada uma. Esse conteúdo também se refletiu em cada representante presente, onde pudemos identificar elementos que podem ser absorvidos na nossa vida pessoal, social, profissional, institucional. Muitos reconheceram, porém, que irão encontrar dificuldades e obstáculos, mas admitiram que os desafios estão postos e que com coragem e força de vontade poderão colocar em prática o que aprenderam.
“Os ensinamentos aprendidos aqui servem para a vivência do dia-a-dia, além de dar suporte técnico para aplicação em setores mais amplos, como trabalho, instituições sociais, entre outros.” Avaliou Maria Arnete (Organização Internacional Nova Acrópole).Adelson (Pastoral da Criança) apontou como principal ensinamento da oficina a “valorização da pessoa humana com foco na criança e no adolescente em situação de vulnerabilidade”. Foram assinalados, também, como aspectos relevantes pelos demais participantes “a necessidade de agir em prol de um mundo melhor”; “o resgate da dignidade humana” e “os princípios éticos e valores que concorrem para o ‘aprender a viver juntos’”.
Por fim, os participantes juntamente com os facilitadores elaboraram um planejamento de atividades para a utilização do manual em cada instituição ali representada e também no âmbito do no GNRC-Brasília envolvendo todas as instituições e a comunidade em geral.
O encerramento da oficina foi marcado por uma bela Celebração Inter-religiosa preparada pelo Reverendo Luiz Carlos, com a contribuição das tradições religiosas presentes no encontro, onde todos puderam expressar-se de acordo com sua espiritualidade.
Escrito por Dani Reis
GNRC Brasil
Mais sobre GNRC-Brasil e do Programa de Educação Ética por Vania Ferreira
Outros testemunhos sobre celebração:
Credo da Nao-Violência
(Luiz Carlos Ramos)
Cremos que a Paz é para todos
e que a violência não é de Deus.
Cremos que a resistência pode ser não-violenta
quando praticada por
olhos críticos e amorosos,
braços fortes e solidários,
mãos hábeis e carinhosas,
pés firmes e libertadores.
Cremos que a superação da violência
se dá pela substituição revolucionária
da palavra ofensiva pelo ouvir compreensivo,
do gesto ríspido pelo silêncio eloquente,
da ânsia de vingança pela bênção da reconciliação.
Cremos na transformação dos que praticam a violência
por meio da ação consciente, solidária e colaborativa
de toda a sociedade organizada
segundo os princípios do Amor e da Paz,
que são os outros nomes de Deus.
Abaixo seguem depoimentos de alguns participantes da oficina, que foram expressos em uma “bitácora”, instrumento de registro que estará presente nas próximas oficinas de capacitação realizadas no Brasil.
“É uma grande alegria ser orientado pela GNRC, em pouco tempo resgatamos valores que são necessários durante toda a vida. Convivemos de forma bem harmoniosa nos últimos dias e isto prova que podemos viver juntos.”
Alef Miguel R. dos Santos
“Foi uma satisfação e uma gratificação enorme poder divulgar e desmitificar a ideia errônea que muitos têm em relação ao candomblé. Peço que todos os guias de luz deem muita força a fim de que os seres humanos ( principalmente os que se encontram aqui nesta oficina de capacitação) possam ter misericórdia para buscar levar a paz, a justiça, a caridade e a solidariedade ao próximo.”
Gisele Almeida de Figueiredo
“Foi muito bom estar com esse grupo tão diverso de cultura, foi bom aprender que não tem porque ter preconceito e ainda aprendei a se importar com seu próximo.”
Antônio Henrique
“Foi muito gratificante passar esses dias com esse pessoal, várias religiões, diversas culturas, com essa oficina, eu tenho certeza de eu e o pessoal que participou , está vendo as religiões, as pessoas, as crianças e os jovens de outra forma. Muito obrigado por esses 4 dias que eu nunca vou esquecer e que vou levar os ensinamentos adiante.”
Bruno Canafistela
“É maravilhoso poder conhecer novas culturas. Esses dias me permitiram a melhor experiência que já tive com pessoas de diferentes religiões, idades e cidades. Eu percebi que somos diferentes, mas temos o mesmo objetivo, que é ‘Cuidar das crianças’. As atitudes partem de nós!”
Talyta Alves Batista
“Reflexão:
Há muitos anos que eu não fazia um retiro religioso tão bom, como este. Obrigada!”
Maria José
“O Milagre
Existe um milagre que pode acontecer. Este milagre vai derrubar os muros que dividem, vai construir pontes de reconciliação, vai destronar o rancor, a ira, o ressentimento do coração humano.
Este milagre vai construir a paz, a concórdia entre todos, vai destruir o egoísmo, a maldade, a violência.
Este milagre vai promover a harmonia e a justiça por todos os cantos; vai fazer e refazer os propósitos do homem. Este milagre é o AMOR.
Desejo, então, olhar a todos não de acordo com suas crenças, sua cor, sua etnia, sua idade.
Desejo olhar a todos como verdadeiros irmãos e irmãs – como filhos e filhas de Deus, para construirmos a grande família Global!
Amém.”
Wilson Tamio Monami
“One family under GOD!
Esses dias foram maravilhosos, aprendemos a viver juntos e o foco principal: ‘Cuidar das Crianças’”.
Maria Neide Moura
“Não há como definir a grandeza desses dias. Saio com o coração renovado e cada vez mais desejosa de colocar em prática os preceitos vistos aqui. Agradeço a toda a equipe por esse presente e conto com vocês nesta caminhada”.
Maria Arnete
- Compartir...
-
-
-
-
-
-
-
-
Envíalo a un amigo
-
Más...

